A
diversidade e a pluralidade entre pessoas sempre será um grande desafio porque
tende a ser infinito. A escola pública brasileira é um exemplo de que o ser
humano é altamente diverso e plural. A melhor forma de lidar com isso é
divulgando ideias que favoreçam a solidariedade e o respeito entre as pessoas,
mostrar a origem histórica dos preconceitos, dos estereótipos e das
discriminações, entender os motivos que faz com que um grupo se autoconsidere
superior ao outro além de refletir sobre os malefícios que os maus tratos
provocam a todos.
O
Brasil foi inventado para favorecer a pessoa do sexo masculino, o
heterossexual, o católico, a pessoa de pele branca, o letrado e a pessoa rica.
Sendo assim, um negro no início da república, por exemplo, deveria sentir-se
brasileiro, mas não deveria exercer a política (que é a mesma coisa de
cidadania). Se por um acaso esse negro resolvesse reivindicar melhores
condições de saneamento básico para seu bairro através de protesto ele
certamente seria reprimido por força policial (que é sustentado com dinheiro
dos impostos de todos os brasileiros). Nesse
sentido a diversidade e a pluralidade dos alunos sempre será algo desejável
para trabalhar valores que indicam que, embora sejamos muitos e diferentes,
somos todos pertencentes à raça humana. Sendo assim, mais importante que
valorizar o conhecimento de como fazer (em documentos como Projeto Político
Pedagógico e Plano de Trabalho Docente) é refletir por que, quando, para quem
fazer além de estimular os alunos a denunciar situações que destruam a
humanidade. A escola que esforça para compreender as raízes das desigualdades e
o preconceito contra a diversidade e a pluralidade acaba por favorecer a única
raça humana.
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